A jovem Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, sonhava em concluir a graduação em direito. Ela e o padrasto, Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, morreram carbonizados em uma casa em Araguaína, região norte do Tocantins, nesta quarta-feira (3). A jovem é lembrada pelo primo, Gustavo Noleto, como uma pessoa estudiosa, com um futuro promissor.
Os corpos de Laiane e Ivano foram localizados pelo Corpo de Bombeiros no interior de um quarto da residência, após uma explosão ser ouvida por testemunhas. Segundo a Polícia Militar, as vítimas foram encontradas sem roupas na parte inferior do corpo e, no local, foi apreendido um galão com vestígios de gasolina.
Os corpos foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML), passaram por exames de necropsia e foram liberados. A jovem foi sepultada na tarde desta quinta-feira. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Condenação do padrasto em 2009
Documentos da Justiça obtidos pela TV Anhanguera confirmam que Ivano Vaz Cunha foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio de uma jovem, que seria sua enteada, em 2009. Ele teria progredido para o regime aberto e, em 2024, passou a utilizar monitoramento eletrônico.
Sobre a situação do monitoramento eletrônico, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que Ivano Vaz Cunha cumpria a medida conforme determinação do Poder Judiciário. Por decisão da Justiça, o reeducando foi autorizado a exercer trabalho externo e a se deslocar por todo o estado para o desempenho de suas atividades profissionais.
G1
