A bebê Ayla Emanuelly, de um mês, resgatada no Paraguai na madrugada deste domingo (9) após ser sequestrada em Campo Grande, está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Ponta Porã(MS). A criança foi repatriada e, segundo o órgão, está bem, saudável e em segurança.
A bebê foi encontrada no imóvel, onde estava com um casal de brasileiros, Weliton Aparecido Lopes Dos Santos e Suzilaine Da Graca Costa. Os dois foram presos.
A família deverá passar por atendimento da rede de proteção a partir desta segunda-feira (10). O Conselho Tutelar acompanha a situação da bebê até que sejam definidos os próximos encaminhamentos.
Enquanto isso, os dois presos no Paraguai devem ser enviados de volta para Mato Grosso do Sul ainda neste domingo (9). Como a investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), os envolvidos serão ouvidos diretamente pelos investigadores da unidade.
Como a polícia chegou até o casal
A localização de Ayla foi resultado de mais de 48 horas de investigação. Desde o registro do desaparecimento, equipes da Depca passaram a cruzar informações, fazer levantamentos e seguir pistas para descobrir quem estava com a criança e para onde ela havia sido levada.
Durante as diligências, os investigadores identificaram indícios de que a bebê poderia ter sido levada para o Paraguai. Com essa informação, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul acionou os mecanismos de cooperação policial com o país vizinho e compartilhou os dados obtidos durante a investigação.
As informações chegaram às equipes que atuam na região de Pedro Juan Caballero. A partir do trabalho conjunto, as autoridades paraguaias conseguiram identificar o imóvel onde havia suspeita de que a criança estivesse.
Na madrugada deste domingo (9), por volta de 1h15, equipes do Comando Bipartito de Pedro Juan Caballero, com apoio do Grupo Antissequestro (DAS), da Direção de Polícia do Amambay e de operadores táticos, cumpriram um mandado de busca no endereço.
Durante a ação, os policiais também apreenderam celulares, documentos e um veículo. Os materiais serão analisados pela investigação e podem ajudar a esclarecer como o crime foi planejado, quem participou da ação e o trajeto feito pela criança depois de ser retirada de Campo Grande.
A Polícia Civil ainda tenta esclarecer toda a dinâmica do sequestro e identificar uma possível participação de outras pessoas.
A investigação é conduzida pela Depca, com apoio do Garras, da Defurv e da Delegacia Regional de Ponta Porã. O caso também contou com a atuação das forças de segurança paraguaias e de estruturas especializadas em investigação criminal e combate a sequestros.
G1
