GOVERNO LULA REPRESENTOU EMENDA MILIONÁRIA À ONG SUSPEITA DE CASTRAÇÕES FALSAS, ESSA ONG ESTEVE EM PANORAMA E REGIÃO

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), só vai liberar os R$ 6 milhões que ainda faltam pagar à Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC) depois que forem esclarecidas as suspeitas de castrações falsas de animais de estimação em São Paulo, ligadas a uma emenda do deputado Bruno Lima (Podemos-SP).

“Dos R$ 11 milhões previstos para a parceria, provenientes de emenda parlamentar, foram repassados R$ 5 milhões. A liberação de novos recursos permanece suspensa até que as inconsistências sejam devidamente sanadas”, comunica o Ministério, em nota enviada na quarta-feira (26/8).

O caso veio a público após o Metrópoles revelar inconsistências no programa Castra+ em São Paulo. A reportagem, publicada em 20 de junho, analisou fichas manuscritas preenchidas durante as operações de castração e microchipagem. Os dados foram cruzados com os números de microchips no cadastro nacional de animais domésticos.

De 500 microchips analisados, apenas em 61 constavam os nomes dos tutores e, mesmo assim, em muitos casos em que constam nomes de responsáveis pelos cães e gatos, os dados apresentados eram suspeitos. Há tutores registrados com nomes pouco usuais para humanos, como o Samsung A14.

“Em 20 de junho, o Ministério solicitou à CHC elucidações específicas sobre os 1.226 registros questionados, incluindo a apresentação da relação nominal dos animais, fichas individuais, prontuários ou registros clínicos, comprovantes de atendimento, identificação dos responsáveis técnicos e registros fotográficos”, esclarece a pasta.

O parlamentar responsável pela emenda, Bruno Lima, disse que pediu auditoria externa sobre as castrações realizadas e não foram identificadas castrações fantasmas, inclusive com a apresentação de planilha contendo a assinatura de tutores atendidos.

“Toda a documentação e a conclusão da auditoria foram encaminhadas ao Ministério do Meio Ambiente, e seguimos cobrando do Ministério celeridade na análise e no encerramento definitivo do caso”, diz Lima.

Metrópoles

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