O caso envolvendo a morte de Wandete Gois da Silva, de 58 anos, atropelada em agosto de 2026 na BR-463, em Ponta Porã, passou a ser investigado como feminicídio. Inicialmente, a ocorrência havia sido registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
De acordo com a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Ponta Porã, a mudança na tipificação ocorreu após novas analises nas imagens de câmeras de monitoramento do local e depoimentos de testemunhas.
Wandete morreu após ser atropelada por um caminhão na noite de 2 de agosto, no km 102 da BR-463, na região do trevo de Santa Puitã, em Ponta Porã. O principal suspeito é o marido da vítima, de 49 anos.
O homem se apresentou na delegacia acompanhado de advogados e foi preso em flagrante. Testemunhas relataram à polícia que ele havia ingerido bebida alcoólica antes do atropelamento e que o casal participava de um encontro de caminhoneiros nas proximidades do distrito de Santa Puitã.
Na fase inicial das investigações, o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, com suspeita de que o condutor estivesse sob influência de álcool ou de outra substância psicoativa.
Após a realização de novas diligências, análise de provas e depoimentos, a Polícia Civil alterou a tipificação do caso para feminicídio.
De acordo com a DAM, a investigação continua sob sigilo a fim de não prejudicar algumas diligências que ainda estão em andamento.
Com a nova tipificação da morte de Wandete, agosto se tornou o mês com o maior número de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul desde o início da série histórica.
G1
