A prisão de Veronica Costa, na última quinta-feira (24), pela condenação por tortura contra o então marido teve uma disputa de versões sobre o que aconteceu entre os dias 21 e 22 de fevereiro de 2011, na casa da família, em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Segundo a acusação, Veronica e 4 parentes mantiveram Márcio Costa, então marido dela, em cárcere privado e o submeteram a uma sessão de tortura que durou cerca de 20 horas.
A defesa, por outro lado, sustentou durante o processo que Márcio chegou à residência já ferido, sob efeito de drogas e em surto. Segundo essa versão, nunca houve tortura, amarração ou agressões, e os parentes foram chamados apenas para ajudar a controlar uma situação de violência doméstica.
De acordo com a denúncia e os depoimentos de Márcio Costa, o casal voltou de uma viagem a Búzios em 20 de fevereiro de 2011.
Na noite seguinte, após participar de uma reunião política no Centro do Rio, Márcio e Veronica chegaram à residência em Vargem Grande.
Segundo Márcio, pouco depois de entrar no quarto do casal, Veronica teria oferecido um copo de suco de laranja. Desconfiado, ele descartou a bebida na pia, sem que a mulher visse.
Ainda de acordo com o relato, parentes de Veronica entraram na suíte pela porta e até pela varanda e o imobilizaram. Márcio afirmou que foi amarrado, vendado, amordaçado e mantido sob vigilância.
A acusação sustenta que, durante horas, ele foi agredido e submetido a diferentes formas de violência. Entre elas, afogamentos no vaso sanitário e na banheira, aplicação de spray de inseticida no rosto, ameaças de morte e banho de gasolina no corpo.
Segundo a denúncia, os agressores queriam que ele confessasse supostos desvios de dinheiro de campanha eleitoral e cobravam explicações sobre uma possível traição.
Márcio afirmou que só conseguiu escapar no fim da tarde de 22 de fevereiro, quando percebeu uma distração dos envolvidos. Ele pulou o muro da casa e pediu ajuda aos vizinhos.
A partir daí, acionou a polícia, foi encaminhado para atendimento médico e registrou ocorrência na 42ª DP (Recreio).
G1
