A viúva de Fábio de Lima, morto aos 45 anos com um tiro disparado pelo próprio genro, diz que a tragédia ocorrida na última quinta-feira (25) deixou a família destruída., o genro morava de favor na casa do sogro.
“Ele destruiu a família toda. Eu fiquei sem marido e sem um pai pra minha filha”, disse Paula Santos, emocionada, em entrevista à TV Globo. “Minha filha tem 5 anos, ela viu o pai dela morrer”, relatou.
Fábio trabalhava como motoboy e foi baleado durante uma discussão familiar na garagem da casa onde morava, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo familiares, o desentendimento foi motivado pela forma como ele estacionou a moto na garagem.
“O carro bateu na moto. E aí eles começaram a discutir e o Fábio foi pra cima pra bater nele e ele revidou”, afirmou a viúva.
De acordo com o boletim de ocorrência, o policial alegou que só efetuou o disparo após o sogro tentar tomar sua arma. O documento registra que Mateus afirmou ter ordenado que Fábio se afastasse e soltasse a pistola antes de atirar.
O relato, porém, é contestado por testemunhas ouvidas pela polícia. Uma delas disse não ter ouvido qualquer advertência, ordem de parada ou aviso de que o PM estava armado. Segundo esse depoimento, o policial apenas se afastou da vítima e efetuou o disparo.
Familiares também disseram que os atritos entre sogro e genro já vinham de antes da discussão que terminou em morte. “Já havia provocações. Sempre provocando o Fábio, sempre provocando o Fábio. E o Fábio estourou”, afirmou Paula.
O tiro atingiu o abdômen da vítima. Segundo testemunhas, Fábio permaneceu caído no chão por cerca de 40 minutos até a chegada do resgate. Ele não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil entendeu que não havia elementos suficientes para reconhecer, naquele momento, a alegação de legítima defesa apresentada pelo policial e decidiu manter a prisão em flagrante. Posteriormente, a Justiça converteu a detenção em prisão preventiva.
Amigo de Fábio, Kelvin da Silva criticou a conduta do PM durante a briga.
“Ele não fez o que deveria ser feito. Acho que ele pulou essa aula na polícia. Ele deveria ter evitado a briga. Se ele estava morando de favor na casa do Fabinho, ele deveria ter evitado a briga e ido combater o mal, que foi pra isso que ele estudou”, disse.
G1
