A lobista Roberta Luchsinger, de 41 anos, concederá entrevista ao canal de notícias CNN Brasil na noite deste sábado (17). A entrevista foi recebida com apreensão na campanha do presidente Lula (PT), em função das revelações que a lobista possa fazer sobre possíveis atos de corrupção no governo petista e, principalmente, envolvendo o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva.
Abandonada pelo governo e chamada de “pilantra” em rede nacional pelo presidente da República, Roberta Luchsinger vem dando mostras de descontentamento com o PT nos últimos dias.
Desde o primeiro turno das eleições, por exemplo, Luchsinger não fez uma única postagem em rede social defendendo a candidatura de Lula.
Em entrevistas recentes, Lula tem negado conhecer a lobista. Apesar disso, em mensagens de WhatsApp, Luchsinger ostentava “voo de Aerolula” e de aviões da FAB. Mandava também fotos de dentro do Palácio do Planalto. Ela também menciona com naturalidade reuniões com o próprio Lula — o que o petista nega.
A lobista se tornou conhecida em 2017, quando anunciou uma doação de bens de luxo no valor de R$ 500 mil ao presidente Lula. Na época, Lula teve os bens bloqueados por decisão do então juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba — nas eleições deste ano, Moro foi eleito governador do Paraná pelo PL.
A doação, que foi chamada por Luchsinger de “Bolsa Lula”, acabou proibida pela Justiça. A decisão considerou que a lobista estava fraudando o pagamento de dívidas com uma empresa de móveis e decoração que ela tinha na época.
Nascida em Miraí (MG), Luchsinger se apresentava à época como herdeira do banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luchsinger, do Credit Suisse. A alegação falsa foi desmentida à época pelo jornalista Luís Nassif, em seu Jornal GGN. O ramo da família de Roberta veio para o Brasil bem antes, ainda no século XIX.
Ainda em 2018, Roberta Luchsinger se filiou ao PT e se lançou candidata a deputada estadual pelo partido em São Paulo. Teve pouco mais de 14 mil votos, mas não se elegeu.
Metrópoles
