MENINA DE 8 ANOS MORRE NO HOSPITAL 5 DIAS APÓS SER PICADA POR ESCORPIÃO EM MS

Uma menina, de 8 anos, morreu nesse domingo (3), no Hospital Regional de Campo Grande, após ser picada por um escorpião em casa, em Chapadão do Sul (MS). O acidente aconteceu cinco dias antes, na terça-feira (29). A vítima foi identificada como Valentina Macedo.

A mãe de Valentina, Gabriely Macedo, disse ao g1 que a filha brincava no quintal de casa com a irmã quando o animal picou o pé dela. O corpo da menina foi velado e enterrado nesta segunda-feira (4).

A Prefeitura de Chapadão do Sul divulgou uma nota de pesar lamentando a morte da menina:

“É com imenso pesar que a Prefeitura de Chapadão do Sul comunica o falecimento de Valentina Macedo, aluna da Escola Integral SEMEAR. Expressamos aqui nossas sinceras condolências. Que Deus conforte o coração de familiares e amigos”.

Escorpiões seguem como os principais causadores de acidentes com animais peçonhentos em Mato Grosso do Sul. Entre 2023 e 2024, eles lideraram as notificações, inclusive em períodos com menos calor e chuvas.

Época de reprodução

Agosto e setembro são meses de reprodução dos escorpiões, o que aumenta o risco de acidentes. Especialistas recomendam atenção redobrada dentro e fora de casa, principalmente em áreas onde esses animais costumam se esconder.

Eles se abrigam em locais escuros, úmidos e com presença de alimentos, como baratas. São comuns em redes de esgoto, ralos, entulhos, caixas de gordura, bueiros, materiais de construção e em áreas rurais, onde há madeira, folhas secas e pedras acumuladas.

Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente em uma unidade de saúde. Não se deve aplicar remédios caseiros ou qualquer substância no local da ferida.

As principais espécies no estado são:

O Tityus confluens (escorpião amarelo), que provoca acidentes moderados; O Tityus serrulatus (escorpião amarelo), que pode causar acidentes moderados a graves, com necessidade de internação; O Tityus bahiensis (escorpião marrom), também responsável por casos graves, principalmente entre crianças e idosos, que são mais vulneráveis ao agravamento dos sintomas.

Para enfrentar o aumento dos casos, o estado tem desenvolvido algumas ações preventivas e de controle: Manter ralos bem tampados e vedar frestas nas paredes e portas; Evitar o acúmulo de entulhos, restos de materiais de construção e lixo doméstico; Limpar quintais, jardins e terrenos baldios com frequência; Inspecionar roupas, calçados e roupas de cama antes de usá-los, especialmente se estiverem no chão.

G1

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