A reação das defesas no caso do Banco Master é o melhor termômetro do impacto da decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou que todas as investigações sobre o tema devem passar pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos bastidores, o clima mudou radicalmente. Se antes, com a prisão da cúpula do banco, Brasília estava sem dormir, agora os envolvidos não apenas respiram aliviados, como estão festejando.
O alívio se explica pelo potencial destrutivo do caso. Segundo investigadores e atores políticos ouvidos pelo blog, as conexões da cúpula do Banco Master formam um combo explosivo que preocupa integrantes da política e do próprio Judiciário.
Para advogados que acompanham o caso e conhecem essas conexões, a investigação – se evoluir – tem potencial para se tornar uma eventual “Lava Jato 2.0”. Por isso, a decisão de Toffoli de centralizar o inquérito no STF foi recebida com comemoração neste primeiro momento. Pois avaliam que tira pressão do caso por ora e esfria eventuais movimentos de colaborações de envolvidos.
Toffoli não atendeu a esse pedido e optou por determinar que, enquanto o tema não for avaliado, toda ação policial que precisar de autorização judicial deve ser solicitada a ele.
O ministro também decretou sigilo sobre todo o processo. Antes da decisão desta quarta, Toffoli havia decretado sigilo sobre o pedido da defesa de Vorcaro.
A equipe de advogados do executivo acionou o Supremo alegando que a Justiça Federal, que ordenou a prisão do banqueiro, não é a instância (grau do Judiciário) competente para cuidar do caso.
Vorcaro e outros 4 dirigentes do Banco Master ficaram presos por 11 dias e conseguiram a revogação da prisão preventiva no TRF-1, na semana passada. Eles deixaram a prisão e estão usando tornozeleira eletrônica.
G1
