O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) suspendeu os contratos de empréstimos consignados com o Banco Master. O bloqueio é de cerca de R$ 2 bilhões e está relacionado a mais de 250 mil empréstimos que estão sob análise do órgão de Previdência.
Os empréstimos não apresentaram documentação comprobatória, o que segundo o INSS, apresenta um quadro de “descontrole sistêmico na gestão documental”, iniciado em outubro de 2021 e que perdurou até setembro de 2025.
De acordo com análise técnica do INSS, foram 96.599 contratos sem comprovação entre outubro de 2021 e abril de 2023 e outras 155.119 operações não comprovadas entre junho de 2023 e setembro de 2025. Ao todo, foram 251.718 contratos sem comprovação em quatro anos.
“A omissão na apresentação de mais de 250 mil contratos constitui uma falha grave e insanável, que lança dúvidas fundadas sobre a existência jurídica e a validade do consentimento dos beneficiários em um percentual alarmante das consignações”, diz o despacho que suspendeu os contratos com o Master.
“Agrava-se o cenário com a constatação de que a maioria dos contratos apresentados não possui qualquer comprovação idônea da assinatura ou do consentimento do segurado, seja por meio físico ou por validação biométrica segura e auditável”, acrescenta o documento.
“Consequências desastrosas”
O Banco Master tinha um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) válido até setembro que permitia empréstimos consignados para beneficiários do INSS. Diante das inconsistências, o contrato não foi renovado.
Metrópoles
