O piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, foi preso pela Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal prenderam nesta sexta-feira (30).
Ele é investigado por ter se envolvido em uma briga motivada por um chiclete em Vicente Pires, no Distrito Federal, na sexta-feira passada (23). O adolescente agredido por Pedro Turra está em coma há uma semana.
A prisão foi confirmada ao g1 pelo delegado Pablo Aguiar, da 38ª DP (Vicente Pires), que comanda a investigação do caso. Ele estava na casa da mãe.
Segundo Aguiar, a prisão é preventiva – sem prazo determinado – e foi autorizada pela Justiça. A PCDF cumpriu ainda mandado de busca e apreensão na casa de Turra; foram apreendidas facas, soco inglês e objetos que ele usaria para amedrontar vítimas.
Há uma semana, o piloto Pedro Turra e o jovem se envolveram em uma briga. A confusão começou por conta de uma brincadeira, em que Pedro jogou um chiclete mascado na direção de outra pessoa.
Turra chegou a ser preso, mas foi solto após pagar fiança de R$ 24,3 mil. Ele foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, na categoria escola.
Pedro Turra já é investigado por quatro denúncias – duas delas, de episódios anteriores que só foram levados à polícia após a repercussão da briga recente. São três agressões e uma tentativa de dar bebida a uma jovem menor de idade.
Tio do jovem, o fisioterapeuta Flavio Henrique Torminn Fleury afirmou em entrevista coletiva – poucas horas antes da prisão – que a vida de toda a família parou desde que o adolescente foi internado.
“O Rodrigo está em estado gravíssimo, continua em estado gravíssimo. Minha irmã, meu cunhado não sabem o que é dormir mais, não sabem o que é casa mais. Meu pai mora em Goiânia, também veio pra cá na semana passada. A família parou para essa situação”, afirmou o tio.
“É um menino muito vaidoso, atleta, apaixonado por futebol, muito colado no pai […] Eu fico imaginando, e aí? Hora que ele acordar, olhar no espelho. Isso dói muito, dói muito pensar nisso”, emendou.
O jovem agredido levou uma série de golpes e bateu a cabeça em um carro, na noite de sexta. Horas depois, foi levado ao hospital, passou por uma cirurgia no crânio e está há seis dias no nível mais profundo de coma, sem expectativa de alta.
“A defesa enxerga como tentativa de homicídio. Basta observar o comportamento pregresso do autor, de praticar luta marcial e sempre bater na cabeça das pessoas – sabendo que com isso pode ocasionar traumatismo craniano, matar pessoas. Se você oferecer a cabeça de alguém contra um objeto rígido, um carro, você assume o risco de matar”, afirmou o advogado Albert Halex ao g1.
G1

