A sentença que condenou o ator José Dumont por estupro de vulnerável destaca que a atuação da síndica e dos porteiros do condomínio onde o artista morava foi fundamental para que os abusos cometidos contra um menino de 14 anos fossem descobertos e denunciados. Dumont foi preso nesta terça (3) pelos crimes.
Segundo o processo, os funcionários do prédio perceberam movimentações incomuns entre o ator e o menor e decidiram revisar as imagens das câmeras internas. As gravações revelaram beijos na boca e apalpamentos praticados por Dumont, o que motivou a notificação imediata à polícia — prova que se tornaria peça central na condenação.
Diante da gravidade do material, a síndica procurou imediatamente o corpo jurídico do condomínio e comunicou os fatos à autoridade policial, dando início à investigação.
Imagens determinantes
O magistrado responsável pela sentença, Daniel Werneck Cotta, afirma que as gravações foram conclusivas ao confirmar os atos libidinosos. Segundo o laudo citado, em 30 de julho de 2022, o ator “beija o menino na boca”; já no dia 1º de agosto, Dumont “apalpa nádegas, mamilos e pênis (com um tapa) do menino; tudo por cima das roupas”, além de beijá-lo novamente na boca.
Condenação
Com base no que foi considerado um conjunto robusto de provas — incluindo as imagens coletadas pelo condomínio — José Dumont foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, por dois crimes de estupro de vulnerável em continuidade delitiva.
Aproximação e “segredinho”
O documento relata que a aproximação entre Dumont e o menino começou após o garoto reconhecê-lo como ator. A vítima contou que passou a receber presentes e dinheiro do réu e que era frequentemente chamada para encontrar o ator na portaria do condomínio. Em seu depoimento, o menino relatou que os atos se repetiram diversas vezes, e que o ator pedia para que ele não contasse a ninguém, chamando o que acontecia de “nosso segredinho”.
O juiz classificou essa estratégia de aproximação como uma conduta premeditada, dizendo que o réu “buscou ganhar a confiança da vítima e de sua família” para atrair o menino ao prédio.
G1
