O vice-prefeito de Tupi Paulista (SP), Frederico Marquezim Gonçalves (PSD), foi afastado do cargo durante a Operação “Mágicos de Oz”, deflagrada nesta sexta-feira (13) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que investiga um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro.
As autoridades trabalham com a suspeita de que parte dos recursos desviados em um esquema instalado na Delegacia Regional Tributária de Osasco (DRT-14) tenha sido enviada para Tupi Paulista (SP) para aplicação em empreendimentos e empresas locais, entre eles um asilo ligado ao vice-prefeito. A informação foi apurada pela TV TEM no local.
Segundo o Ministério Público, as investigações identificaram um esquema instalado na Delegacia Regional Tributária de Osasco (DRT-14). A apuração teve início a partir de achados da Operação Ícaro.
De acordo com o MP-SP, a investigação aponta a existência de uma estrutura organizada que utilizava pessoas interpostas para o recebimento de propina por agentes públicos, com posterior movimentação de valores ilícitos e ocultação patrimonial.
O que diz a prefeitura?
Por meio de nota, a Prefeitura de Tupi Paulista informou que tomou conhecimento, na manhã desta sexta-feira (13), da operação realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) que resultou no afastamento do vice-prefeito do município.
Segundo a administração municipal, a investigação citada não possui relação com a gestão da Prefeitura de Tupi Paulista.
A prefeitura também afirmou que reafirma o compromisso com a transparência, o respeito às leis e a colaboração com as autoridades responsáveis pela apuração dos fatos.
Operação ‘Mágicos de Oz’
A ação foi realizada por meio do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Polícia Civil e do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), da Polícia Militar. As equipes estão concentradas na Delegacia de Polícia Civil de Tupi Paulista.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista. A Justiça também determinou o afastamento de quatro agentes fiscais de renda de suas funções.
Combate a crimes tributários
A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) informou que, por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp), atua desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, em conjunto com o Ministério Público, colaborando com as investigações.
Segundo a pasta, como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), a secretaria tem atuado em diversas frentes e operações de combate à sonegação fiscal, à lavagem de dinheiro e a ilícitos contra a ordem tributária, em parceria com os órgãos responsáveis pela operação deflagrada nesta sexta-feira.
A secretaria também informou que 33 procedimentos administrativos estão em andamento contra servidores, com o objetivo de apurar possíveis envolvimentos em práticas ilícitas. De acordo com a pasta, esses procedimentos podem resultar, inclusive, em demissão a bem do serviço público, sem prejuízo da abertura de novos processos a partir do avanço das investigações.
Por fim, a administração fazendária afirmou que reafirma o compromisso com valores éticos e com a justiça fiscal, repudiando qualquer ato ilícito e se comprometendo com a apuração de eventuais desvios, nos termos da lei.
G1
