A escola de samba Acadêmicos de Niterói se manifestou, nesta segunda-feira (16/2), sobre o desfile em homenagem ao presidente Lula (PT) que levou para a Marquês de Sapucaí no domingo (15/2). A instituição diz que sofreu perseguição e tentativa de censura e publicou uma nota aberta ao público com um desabafo. Após sofrer uma série de críticas e promessas de ações judiciais devido ao samba-enredo escolhido em ano eleitoral, a escola disse ter sido “perseguida” durante todo o processo carnavalesco.
“Durante todo o processo carnavalesco, a nossa agremiação foi perseguida. Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca. Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar”, diz o posicionamento.
A agremiação segue com o desabafo: “Mesmo pressionada, a Acadêmicos de Niterói não se curvou. Nos posicionamos, resistimos e levamos para a Avenida um desfile verdadeiro, potente e coerente com a nossa identidade”.
“O carinho do público foi o nosso maior prêmio”, diz ainda a nota da escola de samba.
A Acadêmicos de Niterói, que desfilou pela primeira vez no Grupo Especial, disse ainda esperar um julgamento justo e técnico da comissão julgadora do Carnaval carioca. “Não ignoramos o histórico conhecido no Carnaval: a narrativa injusta de que ‘quem sobe, desce’ [é rebaixado]. Por isso, reafirmamos com firmeza que esperamos um julgamento justo, técnico e transparente, que respeite o que foi apresentado na Avenida e não reproduza perseguições, interesses ou pré-julgamentos”, diz o texto.
Lucas Pasin/Metrópoles
