ATÉ QUANDO ESSES COVARDES VÃO FICAR IMPUNES ?

A Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou medidas administrativas contra um servidor federal acusado de agredir uma mulher e uma criança de apenas 4 anos, em Brasília. O caso veio à tona após a circulação de imagens que geraram forte comoção pública e indignação nacional.

Segundo informações oficiais, o acusado é auditor da CGU, tem 49 anos e recebe salário superior a R$ 25 mil. Após a repercussão, a Controladoria informou que abriu apuração preliminar, encaminhou o caso à Corregedoria-Geral da União e à Comissão de Ética, retirou o servidor de funções de chefia, proibiu seu acesso às dependências do órgão e reforçou que os fatos também serão analisados na esfera criminal pelas autoridades competentes.

O ministro-chefe da CGU declarou que as agressões são “gravíssimas e inaceitáveis”, destacando que violência contra mulher e criança não é conflito privado, é crime. Ainda assim, o acusado segue em liberdade, o que reacende um debate doloroso: quantas vítimas precisam sofrer para que a resposta do Estado seja realmente imediata e protetiva?

Quando a violência acontece dentro de casa, ela não começa no ataque físico. Ela cresce no medo, no controle, no silêncio. E quando uma criança é envolvida, o impacto ultrapassa o momento — vira marca emocional profunda. Quando o agressor ocupa um cargo público, a ferida é coletiva: a confiança na proteção institucional também é abalada.

Medidas administrativas são necessárias, mas não bastam sozinhas. É preciso prevenção, acolhimento, proteção real e coragem social para romper o ciclo. Denunciar salva. Acolher protege. Agir interrompe a violência.

Não normalize. Não silencie. Compartilhe, denuncie, cobre providências. Se você conhece alguém em risco, procure os canais oficiais de denúncia e a rede de proteção. O silêncio também machuca — e a omissão nunca é neutra.

Metrópoles

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