CORUMBÁ DECRETA EMERGÊNCIA DIANTE DO AVANÇO DAS QUEIMADAS NO PANTANAL

A Prefeitura de Corumbá (MS) decretou situação de emergência devido ao avanço dos incêndios que atingem o município, especialmente na região da Serra do Amolar, no Alto Pantanal.

Segundo a administração municipal, o cenário é de alto risco, agravado pela combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e ventos fortes — fatores que aumentam a ameaça à população, à fauna e flora pantaneiras, bem como à infraestrutura urbana e viária.

Na prática, o decreto permite a adoção de medidas emergenciais mais ágeis no enfrentamento do fogo. Entre as principais ações previstas estão:

Reforço no combate: Mobilização de toda a estrutura municipal para fortalecer as frentes de combate aos focos de incêndio.

Proteção e saúde: Implementação de ações urgentes para proteger comunidades ribeirinhas e áreas sensíveis, além do reforço na rede de saúde pública, em razão do aumento de casos de problemas respiratórios.

Segurança viária: Execução de intervenções emergenciais em trechos de rodovias e vias rurais com baixa visibilidade causada pela fumaça.

Salvamento e evacuação: Autorização para entrada em imóveis em risco iminente, com foco na evacuação segura da população.

Requisição temporária: Possibilidade de requisição temporária de bens e serviços estritamente necessários às operações, com registro e indenização garantidos por eventuais danos.

Para assegurar agilidade e transparência, as contratações emergenciais serão limitadas a itens essenciais, com publicação obrigatória no Portal Nacional de Contratações Públicas e fiscalização conforme a legislação vigente.

Com base no dossiê técnico elaborado pela Defesa Civil Municipal — que inclui o Formulário de Informações do Desastre (FIDE) e croquis das áreas afetadas —, a Prefeitura também solicitará o reconhecimento federal da situação de emergência. Esse reconhecimento é fundamental para garantir o apoio financeiro da União, viabilizando o aumento dos recursos destinados à logística, ao combate aos incêndios, à assistência humanitária e à restauração de serviços essenciais.

G1

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