Criado no Rio de Janeiro, o Comando Vermelho (CV) está presente em 23 estados brasileiros, conforme dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A organização criminosa só não mantém células em penitenciárias do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.
Dez dias após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o g1 ouviu especialistas que apontaram as razões de o Comando Vermelho não ter atuação ativa no território gaúcho.
Autor do longa-metragem “Central – O poder das facções no maior presídio do Brasil” e do livro “Falange gaúcha”, o jornalista especializado em segurança pública Renato Dornelles cita ainda a identidade cultural.
“A dificuldade do CV em entrar no sistema penitenciário gaúcho tem muito disso. É uma espécie de pacto informal das facções daqui, para nenhuma ceder espaço para facção de fora. Também é uma questão cultural”, pontua.
G1
