A Polícia Civil do Tocantins prendeu a ex-nora do casal de pastores Francilene de Sousa Reis e Silva, de 42 anos, e Dorvalino das Dores da Silva, de 63, acusada de planejar a morte deles. O crime ocorreu em 17 de junho, no Assentamento Pericatu, em Pium, interior do estado. O namorado dela, apontado como executor, também foi preso três meses depois.
Segundo as investigações, a motivação seria o fim do casamento entre a suspeita e o filho das vítimas. A delegada responsável pelo caso, Jeannie Daier de Andrade, explicou que a mulher não aceitava a separação. “Em uma das ameaças, ela chega a dizer que iria acabar com a vida das pessoas que ele [ex-marido] mais amava. Ela disse que ele estava fazendo ela sentir muita dor em relação ao término do relacionamento e ela o faria sentir essa mesma dor. Chegou, inclusive, a ameaçar diretamente matar os pais dele”, afirmou ao portal G1.
Prisões: A ex-nora, de 48 anos, foi detida no dia 26 de junho de 2025, em Joinville (SC), após a Justiça de Cristalândia autorizar a prisão preventiva e a busca por objetos ligados ao caso. O namorado, suspeito de ser o atirador, foi localizado em setembro do mesmo ano, em uma operação conjunta das polícias do Tocantins e de Santa Catarina. Imagens divulgadas pela corporação mostram o momento da prisão no apartamento onde ele se escondia, também em Joinville.
Como foi o crime: Na noite do assassinato, moradores ouviram disparos e o filho do casal encontrou os pais baleados na cabeça. Eles chegaram a receber ajuda de vizinhos, mas não resistiram. Testemunhas disseram ter visto um homem estacionar uma moto a cerca de 30 metros da residência, correr até a casa, efetuar os tiros e fugir em seguida.
O casal: Francilene e Dorvalino eram pastores da Assembleia de Deus Madureira no assentamento e bastante conhecidos na comunidade. O pastor Jonas Figueiredo, colega de ministério, destacou: “Um casal muito querido pelas pessoas”.
As apurações apontaram que a ex-nora viajou de Santa Catarina ao Tocantins com o novo namorado para que ele conhecesse a cidade de Pium. Depois da visita ao assentamento, ela voltou para o Sul do país, enquanto o homem permaneceu no estado. Foi nesse período que o crime ocorreu. Os dois se reencontraram posteriormente em Goiás e seguiram juntos até Joinville.
Correio 24h
