“LUTOU POR SUA VIDA”: EMPRESÁRIA MORTA COM MOEDAS NA BOCA TENTOU SE DEFENDER DO EX

A empresária Barbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, encontrada morta com moedas na boca e nos olhos, lutou pela própria vida contra o ex-marido Manoel Ferro de Melo, de 38, que a matou por asfixia em São Vicente, no litoral de São Paulo, segundo o delegado Rogério Nunes Pezzuol, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O corpo foi localizado pela mãe e pelo filho de 14 anos dentro do apartamento no bairro Samaritá. O adolescente é fruto do relacionamento com Manoel.

Segundo Pezzuol, o laudo apontou que o homem colocou moedas na boca e nos olhos de Barbara, além de cédula e cartão de crédito em outras cavidades do corpo. “Restou comprovado que o autor tratou o corpo da vítima com profundo desprezo”, ressaltou.

🔎 O vilipêndio de cadáver é crime previsto no artigo 212 do Código Penal, com pena de um a três anos de prisão e multa. É um ato contra o respeito aos mortos, como no caso em que foram colocados moedas, dinheiro e cartão na vítima. Empresária gravou ex-marido chorando um dia ates de ser encontrada morta: ‘Vai embora’

Moedas

A mulher foi encontrada sem vida em 20 de janeiro. Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, o delegado afirmou que o ex-marido disse ter colocado moedas na boca e em outras cavidades do corpo porque a ex-esposa afirmava não querer mais relacionamento, mas sim paz e dinheiro. “Muito cruel. O que nós percebemos é que ele planejou tudo […]. Um dos [crimes] mais horrendos que eu já presenciei”, disse o delegado.

PRISÃO

De acordo com o delegado, Manoel disse que estava escondido em uma área de mata. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que ele foi localizado e preso após ligar para os policiais no dia 22 de janeiro, dizendo que queria se entregar.

“Sabia que a polícia estava no encalço dele e sabia também que os criminosos queriam capturá-lo porque o crime que ele cometeu é muito bárbaro. Com base nisso, ele mesmo procurou se entregar para garantir a integridade física dele”, explicou Pezzuol.

G1

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