O ministro Alexandre de Moraes segue sem dar nenhuma explicação convincente sobre o contrato de R$ 129 milhões que o escritório da sua mulher assinou com o Banco Master.
A nota divulgada pela doutora Viviane Barci de Moraes, elencando as tarefas que o seu escritório teria cumprido para o cliente, deixou ainda mais evidente que a bolada milionária não se justifica para os serviços advocatícios supostamente prestados.
Moraes também ainda não explicou por que trocou mensagens com Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro.
A sua negativa de negar que era ele o destinatário das mensagens foi desmentida categoricamente, assim como a negativa de que nunca esteve na casa de Vorcaro, em Brasília. Ele foi visto duas vezes lá, fumando charutos cubanos e tomando vinhos caros, como revelou o Metrópoles.
O que o ministro vem fazendo é mais do mesmo: atacar as liberdades de expressão e de imprensa.
O ataque à liberdade de expressão e de imprensa ocorreu agora no Maranhão. A família de Flávio Dino vinha utilizando para fins particulares um carro funcional do Tribunal de Justiça do estado, em exemplo de que o patrimonialismo é o esporte nacional.
No seu blog, o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida denunciou o fato. Depois da denúncia, o STF se apressou em enviar ao tribunal maranhense o pedido de um carro para o ministro Dino.
Na sequência, Moraes mandou a PF fazer busca e apreensão, domiciliar e pessoal, contra o jornalista, alegando que Luís Pablo cometia “crime de perseguição”. A acusação é a de que o jornalista estava monitorando o veículo destinado a Dino e colocando em risco a vida do ministro.
Completo que a violência sofrida pelo jornalista maranhense deve ser interpretada como recado a todos os jornalistas brasileiros: não se atrevam a fiscalizar e a investigar ministros do STF.
Mario Sabino Metrópoles
