PAI DE JOVEM ATACADA NO METRÔ DE SP CRITICA SUSPEITO SOLTO: ESTÃO ESPERANDO ELE MATAR ALGUÉM ?

O pai da jovem de 24 anos agredida em uma estação da Linha 1-Azul do Metrô, na Zona Norte de São Paulo, criticou a decisão da Polícia Civil de liberar o suspeito após o registro da ocorrência. Paulo Roberto Raudenberg afirma estar indignado com o fato de o homem não ter permanecido preso.

A auxiliar de compras Larissa Ramos Raudenberg foi atacada na estação Parada Inglesa, ela chegou a desmaiar na estação por conta das pancadas e teve o maxilar, joelho esquerdo, nariz e três dentes quebrados após a agressão. Mas o suspeito preso em flagrante pelos seguranças da estação foi solto no mesmo dia, ao ser encaminhado ao 73° Distrito Policial do Jaçanã, que registrou o caso como lesão corporal.

“É uma vergonha o sistema de Justiça desse país. O rapaz quase matou a minha filha e enquanto eu estava no hospital com ela, ele já tinha sido solto”, disse Roberto em conversa com o g1 nesta quarta-feira (17).

“É muito revoltante uma jovem ser agredida dessa forma e sem motivo, só porque estava esperando o Metrô, e o agressor não ficar preso, sair pela porta da frente da delegacia. Me informaram que o agressor já tinha dois boletins de ocorrência registrados por agressão. A polícia parece que tá esperando ele matar alguém para prender?”, desabafou.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o agressor Rodrigo de Oliveira, de 25 anos, foi identificado, detido e liberado ainda na delegacia.

De acordo com o relato da vítima, as agressões começaram com uma perseguição à sua amiga Ana Claudia Calbo de Oliveira, com quem o suspeito teria feito um breve contato visual e corrido atrás dela logo em seguida. Ao fugir, o homem atingiu Larissa, que estava mais próxima dele, e a derrubou com um chute no joelho.

Apesar de a mulher já estar no chão e machucada, o agressor continuou desferindo chutes em sua face e na cabeça. “Eu fraturei o nariz, o maxilar, estou com bastante inchaço no rosto, quebrei três dentes e fraturei o joelho, estou mancando”, disse.

A vítima se queixa da falta de segurança dentro da estação. “Ele [o agressor] estava na plataforma, na parte onde a gente pega o trem. Ou seja, ele passou pela catraca e não tinha nenhum segurança do Metrô ali. Eles apareceram depois do ocorrido”.

G1

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