Dos penduricalhos que foram cortados, ao menos 8 incorporam os supersalários no MPMS. Dois deles já foram objeto de denúncia no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), mas enterradas após pressão do atual PGJ, Romão Ávila Milhan Júnior. A adição de indenizações já levou o MPMS a listar entre os 10 órgãos que pagam os maiores salários aos procuradores e promotores do Brasil.
Ao todo, as benesses afetadas no corte imposto pelo STF custaram, em 2025:
auxílio-moradia: R$ 210.368,82;
auxílio-alimentação: R$ 10.644.518,75;
auxílio-combustível/transporte: R$ 10.356.450,09;
auxílio-creche / assistência pré-escolar: R$ 668.297,84;
licença compensatória por acervo: R$ 23.737.863,48;
indenização por acervo: R$ 35.531.038,90.
Foram cortadas também as licenças compensatórias como folgas por acúmulo de trabalho ou funções. Elas são divulgadas de forma recorrente no Diário Oficial do MPMS.
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Já outro penduricalho listado, a gratificação por encargo de curso ou concurso, também já beneficiou os membros e até foi objeto de denúncia no Conselho Nacional do Ministério Público contra o ex-procurador-geral de Justiça e hoje conselheiro no órgão, Alexandre Magno Benites de Lacerda. Ele, inclusive, é beneficiado hoje por penduricalho criado enquanto chefiou o órgão, o pagamento de “serviços de natureza extraordinária” a membros que ocupam cadeira no CNMP.
