Nesta terça-feira (23), a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) fez uma postagem no X (antigo Twitter) reclamando de descumprimento de acordos por parte da direção de seu partido. No entanto, segundo dirigentes da legenda ouvidos pela coluna, a deputada deve ser a candidata à Câmara com o maior valor destinado à campanha dentro do PSol: até R$ 2,3 milhões.
“O que existe é uma proposta a ser aprovada pela Executiva Nacional. E, nessa proposta, a Erika teria R$ 2,3 milhões, o maior valor entre todos os candidatos proporcionais do PSol”, diz uma dirigente da sigla à coluna, sob condição de anonimato.
O montante se aproxima do valor máximo permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as campanhas de deputados federais em 2022. Na ocasião, o limite de gastos foi de R$ 3,1 milhões por candidato à Câmara. O valor para as eleições deste ano deve ser divulgado pelo TSE no fim de julho.
“É um absurdo que a direção partidária feche os olhos para essa realidade. Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSol-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela D’Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro”, afirmou.
“Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis se sobrepondo a tudo: aos acordos feitos conosco, aos cálculos eleitorais sérios…”, completou.
Metrópoles
