Os membros da coalizão Escudo das Américas assinaram na última terça-feira (22) um acordo para designar formalmente as facções narcotraficantes como “ameaças compartilhadas” e torná-las alvos de sanções. As facções brasileiras PCC e CV estão entre os 24 grupos citados como alvos da proposta.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, não foi convidado para a reunião de formação da entidade. Também ficaram de fora representantes da esquerda, como Claudia Sheinbaum, do México, Gustavo Petro, da Colômbia, e Delcy Rodríguez, da Venezuela — a Colômbia entrou no bloco posteriormente, com a posse de Abelardo de la Espriella.
Veja quem são os atuais integrantes do Escudo das Américas:
Estados Unidos da América; Argentina; Belize; Bolívia; Chile; Colômbia; Costa Rica; El Salvador; Equador; Guiana; Honduras; Panamá; Paraguai; Peru.
O tráfico de drogas foi um dos temas abordados por Trump em sua fala na Assembleia Geral da ONU, na terça.
“Lançamos o poder das Forças Armadas dos EUA para eliminar gangues e cartéis de drogas sangrentos. (…) Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror, e por isso eles devem ser mortos, exilados ou detidos”, afirmou Trump.
O governo Trump classificou as facções brasileiras como “terroristas globais”. O governo brasileiro discorda da denominação.
G1
