Diversas famílias entraram em contato com o g1 após não conseguirem contato com a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP). A unidade conta com ao menos 12 números diferentes de telefone com o código 018 de Discagem Direta à Distância (DDD) e eles não funcionam.
De acordo com o relato de mães, irmãs, sogras e demais parentes, há mais de um mês as famílias não conseguem ligar para os contatos da penitenciária para confirmar informações a respeito das detentas. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) diz que a situação ocorreu devido a oscilações elétricas e aos impactos das recentes tempestades na rede da operadora local.
A família de Campinas (SP) tentou ligar na maioria dos números listados como da unidade desde 4 de setembro deste ano, mas sem sucesso. O relato da irmã de uma das detentas informou que isso já aconteceu outras vezes, ficando mais tempo sem sinal do que com conexão, sem prazo para restabelecer.
Os motivos do contato da família com a unidade prisional são para confirmar vários assuntos, como a renovação da carteirinha para visitação, documentação e a situação da reeducada, segundo os relatos.
“No meu caso, a minha familiar que se encontra lá no presídio estava precisando de atendimento médico e só ficamos sabendo por meio de uma carta que ela nos enviou depois de um mês. Foi aí que acionamos a advogada para intervir e, mesmo assim, foi por meio de um e-mail para fazer o pedido de atendimento, porque os telefones estavam sem conexão e sem respostas nenhuma.”
A irmã da detenta reforça a sensação de não conseguir contato: “Sentimento de impotência, injustiça, e inevitavelmente vêm milhares de pensamentos ruins referentes aos nossos familiares.”
Em outro caso, a família de Iguape, no litoral sul de São Paulo, reforçou na última terça-feira (6) que não conseguia contato com a mulher presa desde o início de setembro.
G1
