MINISTRO FLÁVIO DINO MANDA ANDREI RODRIGUES VOLTAR PARA CHEFIA DA PF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou reintegrar imediatamente, nesta quarta-feira (9/9), os delegados Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa, aos cargos de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e diretor de Inteligência Policial da corporação, respectivamente.

A decisão derruba o entendimento do ministro André Mendonça que determinou o afastamento dos servidores na terça-feira (8/9). Dino salientou que a controvérsia deve ser analisada pelo plenário do Supremo. A decisão será do presidente do STF, Edson Fachin.

Na decisão, o ministro do STF destacou que o Partido Novo, autor do processo que levou Mendonça a afastar Andrei Rodrigues, não faz parte da ação penal e, por isso, não poderia requerer o afastamento.

Ao afastar os delegados, André Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal por mais de 30 dias. A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

Entenda a crise

PF mapeou troca de mensagens e supostos encontros entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Andrei Rodrigues e Paulo Gonet também apareceram em mensagens do banqueiro.

O ministro André Mendonça derrubou sigilo de relatório da PF.

Com a crise instalada no Supremo, a PGR defendeu a nulidade dos atos de Mendonça.

Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça no Inquérito das Fake News.

André Mendonça apontou que era alvo de monitoramento ilícito da Polícia Federal.

Relator determinou o afastamento do diretor-geral da PF.

Dino mandou reintegrar os delegados à cúpula da Polícia Federal.

O relator citou que ao menos seis “relatórios de inteligência” foram produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026. A peça aponta que o próprio André Mendonça estava sendo monitorado ilicitamente por parte da PF havia mais de 30 dias.

Metrópoles

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