Em parecer, o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt afirmou que o nome escolhido por Thiago Felipe Neves pode levar os eleitores a acreditar que ele possui algum parentesco com Bolsonaro.
Além disso, o integrante do Ministério Público apontou que o nome também pode sugerir parentesco com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ou com Enéas Carneiro, ex-deputado federal e escritor brasileiro.
O procurador prosseguiu: “Nesse contexto, vale dizer que o direito de escolha do nome de urna é mitigado pelo princípio do aproveitamento do voto e do consentimento informado, impedindo artifícios que simulem parentesco inexistente. Deve, portanto, prevalecer a verdade ao eleitor, rechaçando a ‘carona política’”.
Segundo o procurador, mesmo que Thiago alegue ser conhecido pelo nome, o uso de “Enéas Bolsonaro” poderia simular um parentesco inexistente. O candidato pediu que o nome fosse mantido, mas o MPE se manifestou contra o pedido.
O MPE, por outro lado, afirmou não se opor ao uso de “Thiago Neves” como nome de urna.
Em nota, o candidato afirmou que o próprio Jair Bolsonaro o autorizou a usar o apelido.
Metrópoles
