SUSPEITA SEQUESTROU BEBÊ PARA ENCOBRIR GRAVIDEZ FALSA E PLANO FOI FEITO ANTES DE MENINA NASCER

O sequestro da bebê Ayla Emanuelly, resgatada no Paraguai três dias após desaparecer, foi planejado por Suzilaine da Graça Costa antes mesmo do nascimento da criança. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14).

A investigação concluiu que a mãe de Ayla, de 17 anos, foi dopada e mantida em cárcere privado no dia do crime. Além de Suzilaine, foram presos e indiciados por sequestro o marido dela, Alex Melo de Abreu, e um amigo que, segundo a polícia, ajudou na ação.

Após uma avaliação psicossocial, a Justiça autorizou o retorno da bebê para a mãe. Ayla foi entregue à família nesta quinta-feira (13), sete dias após o sequestro.

Segundo a delegada Anne Karine, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Suzilaine fingiu estar grávida para a família e se aproximou da mãe de Ayla durante a gestação.

Conforme a polícia, o plano para ficar com Ayla começou ainda durante a gravidez da adolescente. A delegada explicou que Suzilaine inventou a gravidez para os familiares e passou a sustentar a mentira. Nesse período, ela entrou em grupos de WhatsApp de compra, venda e doação de enxovais.

“Ela realmente planejou esse sequestro porque tinha o intuito de ter uma filha. Ela buscou outras gestantes que dariam à luz na mesma época da Ayla, só que ela queria uma menina. Então, ela buscou, ela arquitetou tudo isso durante um bom tempo para conseguir”, explicou a delegada.

Nesses grupos, Suzilaine conheceu a mãe de Ayla, que procurava doações de roupas e outros itens para a filha. Segundo o inquérito, as duas passaram a conversar, e Suzilaine conquistou a confiança da adolescente. A polícia acredita que ela esperou o nascimento de Ayla para colocar o plano em prática. A suspeita chegou a oferecer um ensaio fotográfico para atrair a mãe da bebê.

Após o nascimento de Ayla, a adolescente foi atraída para uma casa com a promessa de receber R$ 100 para cuidar de outro bebê. Ela estava acompanhada da irmã, de 12 anos, e da filha.

No imóvel, a jovem foi dopada e mantida em cárcere privado. Nesse momento, Ayla foi levada. Em depoimento, a mãe contou que Suzilaine ofereceu água para ela e para a irmã. A adolescente disse que não dormiu, mas a irmã, de 12 anos, adormeceu e só acordou por volta das 20h.

A jovem também contou que foi ameaçada para entregar a filha. Segundo ela, Suzilaine afirmou que, se houvesse recusa, ela e a irmã seriam “jogadas em um buraco”.

Para a delegada Anne Karine, o sequestro de Ayla não foi uma ação improvisada, mas o resultado de um plano feito antes mesmo do parto.

Fuga para o Paraguai

Logo após o crime, Suzilaine fugiu com a bebê para o Paraguai. Segundo a polícia, ela e o marido pretendiam morar no país.

A bebê foi localizada na madrugada de domingo (9), em uma casa de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Suzilaine e o marido, Alex Melo de Abreu, estavam no local e foram presos.

G1

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