A agente funerária que constatou os sinais vitais no bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, que havia sido dado como morto após uma parada cardiorrespiratória na Santa Casa de Rio Claro (SP), descreveu a situação como “um susto” e uma “emoção grande”.
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, Regina Célia Paschoal contou que viu Noah se mexendo dentro de um saco, usado para colocar cadáveres, que estava fechado com fitas. Logo em seguida ela decidiu abri-lo. “Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar”, disse Regina.
A Santa Casa informou que não houve falha e que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos.
O também agente funerário Matheus Batagello estava com Regina e foi o responsável por procurar uma enfermeira para verificar a situação. “Foi desesperador, mas com alívio, né?”.
Matheus disse que ficou em dúvida se poderia ser espasmo. “Eu falei [para as enfermeiras], ‘meu, eu preciso que vocês vão lá ver porque está mexendo e está dando um tipo um soluço, como se estivesse engasgado. Então eu preciso que vocês vão lá para ter certeza'”, relembrou.
A mãe Letícia Cristina da Cruz Santos relatou que ela e o marido presenciaram o ocorrido, chegando a ver o filho sem vida e com a coloração roxa. “Nós [estamos] contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem. Cremos no nosso milagre por completo […] milagre não se explica, se vive”, disse ela.
Ela disse, ainda, que Noah foi bem atendido durante os 32 dias em que esteve internado na Santa Casa e que não houve negligência médica. “Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele”.
Conforme o hospital, após a constatação do óbito, o bebê permaneceu por cerca de uma hora na UTI Neonatal para os procedimentos legais e acolhimento aos pais. Em seguida, foi encaminhado a outro setor para aguardar a retirada do corpo pela instituição escolhida pela família.
Na manhã de sexta-feira (17), o bebê foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, em Bauru (SP), utilizando uma vaga pela qual já aguardava para continuidade do tratamento.
G1
