ESPOSA É PRESA POR QUEIMAR 80% DE CORPO DO MARIDO APÓS DESCOBRIR SUPOSTA TRAIÇÃO EM MS

A médica veterinária de 42 anos presa em flagrante após atear fogo no marido, de 41 anos, em Campo Grande, afirmou em depoimento à Polícia Civil que não tinha a intenção de machucá-lo e que queria pressioná-lo a admitir uma suposta traição.

O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (22), em uma residência no bairro Santa Luzia. A vítima, um servidor do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo, foi colocada em coma induzido e permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da Capital.

Em depoimento, a veterinária contou que está casada há 26 anos com a vítima. Segundo ela, o marido trabalha como servidor federal e também mora em Brasília (DF) devido à profissão.

A mulher relatou que as discussões começaram no domingo (21), após ela suspeitar que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal. Na manhã de segunda-feira, o assunto voltou a ser motivo de briga.

“Eu queria que ele me dissesse, abrisse o jogo, porque o tempo todo ele falava de retomar o casamento, da gente ficar junto, mas não era o que eu sentia. Eu queria que ele me confirmasse”, afirmou durante o interrogatório.

Segundo a investigada, ela jogou um vidro de álcool sobre a mochila que o marido utilizaria para viajar para Brasília naquela tarde. Em seguida, acendeu um isqueiro. A mulher afirmou que pretendia apenas o assustar, mas que as chamas se espalharam rapidamente e atingiram a roupa da vítima, ela tentou rasgar a peça para retirar o tecido em chamas. Durante a tentativa, os dois teriam caído no chão.

A filha do casal, que estava na residência, utilizou uma mangueira para conter as chamas. Depois que o fogo foi apagado, o homem foi levado de carro para o Hospital da Cassems e, posteriormente, transferido para uma unidade particular devido à gravidade dos ferimentos.

Antes de ser entubado, a vítima relatou à equipe médica que a esposa havia sido a responsável por atear fogo nele. Após a informação, o hospital proibiu a entrada da mulher para visitas. Em uma das tentativas de acesso à unidade de saúde, a Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão em flagrante da veterinária.

Durante o depoimento, a suspeita afirmou estar arrependida do ocorrido. “É claro que eu me arrependo. Eu não queria ter feito isso, não era a minha intenção machucar ele”, disse.

Na audiência de custódia realizada nesta terça-feira, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva. Com a decisão, a médica veterinária será encaminhada para um presídio estadual e permanecerá presa enquanto o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil. O estado de saúde da vítima segue considerado grave.

G1

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