O médico Rodrigo Felipe Amparado, que foi preso preventivamente, colocou uma cama, um guarda-roupas e uma televisão em uma sala que era usada originalmente como centro cirúrgico. Tudo aconteceu no hospital municipal de Itaúna do Sul, no Noroeste do Paraná.
A investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) apurou que ele se apropriou da sala e a transformou em um quarto para ele e a esposa, que também atua como enfermeira na unidade. Os dois usavam o local durante os plantões no hospital.
Além dos móveis, o médico guardava camisetas, cobertores e outros itens pessoais. Até mesmo uma toalha com o nome dele bordado e um massageador foram encontrados.
Rodrigo foi preso na quarta-feira (17). Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele. O processo está sob sigilo e os crimes apurados não foram divulgados.
Ao g1, o advogado Manoel Neto, que atua na defesa de Rodrigo, negou as acusações, considerou a prisão do médico como “desproporcional” e informou que pediu a revogação.
Médico também é suspeito de ameaçar funcionários do hospital
Rodrigo também é suspeito de realizar ameaças contra a vida de funcionários públicos do hospital. A investigação contra ele começou depois que o MP recebeu denúncias dos servidores.
Um deles relatou à instituição que a rotina no trabalho com o médico era como um “filme de terror”. Outro funcionário disse que Rodrigo perseguiu até mesmo familiares dele, quando o relato de irregularidades foi feito.
“[…] além de diversas outras irregularidades cometidas por ele [Rodrigo] no estabelecimento [hospital], impondo um regime de arbitrariedades”, diz a nota do MP.
O g1 apurou que Rodrigo é concursado em Itaúna do Sul e também atende no hospital municipal de Nova Londrina. No caso desta segunda cidade, não há informações sobre irregularidades ou crimes.
G1
