RODA DE CONVERSA COM MÃES DE CRIANÇAS ATÍPICAS EM BRASILÂNDIA MS

O silêncio é pesado, mas a partilha alivia a alma. Na última sexta-feira (3 de julho), o Centro de Atendimento Educacional Especializado “Profª Elizabete Castelani Santos” promoveu uma roda de conversa com as mães das crianças atípicas da rede municipal de ensino. O encontro, realizado às 18h na sede do centro, foi um espaço de acolhimento, escuta e partilha – um momento dedicado a quem, muitas vezes, se dedica inteiramente ao outro sem encontrar tempo para si.

A atividade foi conduzida pela psicóloga da unidade, que utilizou a técnica da escrita expressiva, um recurso da Psicologia que convida as pessoas a expressarem, de forma livre e espontânea, seus sentimentos, pensamentos e emoções. As mães foram convidadas a colocar no papel aquilo que muitas vezes não encontram palavras para dizer em voz alta. O evento contou com a presença da secretária de Educação e Cultura, Maria Inês, da adjunta, Maristela Leôncio Castilho e do vereador, Dr. Alexandre Rodrigues Carlos.

Ao longo da noite, as participantes compartilharam relatos profundos e muito significativos. Foram histórias de amor incondicional, de desafios diários, de cansaço, de conquistas e de esperança. Cada depoimento foi recebido com respeito e acolhimento, criando uma corrente de empatia e compreensão entre as mães.

“Foi um momento de grande sensibilidade, marcado pela confiança, pelo acolhimento e pela força de cada história. Sem dúvida, uma experiência emocionante que reforça a importância de criarmos espaços onde essas mulheres se sintam ouvidas, compreendidas e fortalecidas”, destacou a coordenadora do Núcleo de Educação Especial, Amanda Pasotti.

A iniciativa reconhece que a maternidade atípica traz desafios específicos que muitas vezes não são compreendidos por quem não vive essa realidade. A sobrecarga emocional, o cansaço físico e a sensação de solidão são sentimentos comuns entre as mães de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento. Por isso, a troca entre pares é uma ferramenta poderosa de fortalecimento emocional e social.

“As mães de crianças atípicas carregam uma sobrecarga emocional imensa. Muitas vezes, elas se sentem sozinhas, desamparadas ou incompreendidas. A roda de conversa é um espaço para que elas possam se sentir acolhidas, ouvir outras histórias e perceber que não estão sozinhas nessa jornada. É um momento de cuidado para quem cuida”, afirmou Amanda

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