A empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, que torturou e matou coelhos e pintinhos esmagando-os com os pés e as mãos, confessou na delegacia que vendia os vídeos com a finalidade de excitação sexual. Ela não pôde ser presa nessa quinta-feira (28/5) por causa de uma brecha na Lei Sansão, que prevê a pena de prisão apenas para maus-tratos contra cães e gatos.
Em depoimento, ao qual o Metrópoles teve acesso, Daiana confirmou que gravava vídeos no período de 2020 a 2021, mas ressaltou que parou com o conteúdo. Ela declarou que se arrependeu em ter entrado no mercado de pornografia envolvendo animais e da prática do “zoosadismo”.
A mulher gravava vídeos matando os bichinhos e vendia o conteúdo em plataformas semelhantes ao Discord para pessoas de países da Europa. Imagens obtidas pela reportagem (veja acima) mostram a empresária apertando pintinhos com as mãos e pisando em coelhos com um salto alto. A suspeita comercializava as gravações por valores que variavam de 20 a 50 euros, a depender do conteúdo.
Ela foi levada à delegacia, nessa quinta-feira (28/5), após ser alvo de um mandado de busca e apreensão em um endereço na Bela Vista, no centro da capital paulista. Ela foi reconhecida por conta de uma tatuagem e teve os sapatos usados nos vídeos de tortura apreendidos, como prova dos crimes atribuídos à empresária.
Entenda a lei
A principal legislação que protege os animais no Brasil é a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), a qual define que praticar abuso, ferir, mutilar ou envenenar qualquer animal é crime. Porém, a norma prevê pena apenas de detenção (que pode ser cumprida em regime aberto) e multa.
Metrópoles
