IRMÃO DE JOVEM TATUADA À FORÇA PELO EX QUE ENCONTROU SENTADA EM CALÇADA APÓS FUGA

A mulher de 28 anos que foi torturada e tatuada à força pelo ex-companheiro em Itapetininga (SP), foi encontrada pelo irmão sentada em uma calçada e levada à delegacia.

O irmão da vítima disse ao g1 “No primeiro momento, eu achei que era uma briga de casal. Ela não tinha relatado nada, até que eu questionei. Ela respondeu que havia sido torturada e que ele tinha tentado matá-la. Eu vi que a situação era muito mais grave do que eu imaginava, ela me mandou a localização do celular e eu fui correndo atrás dela”, lembra.

Ele diz que encontrou a irmã sentada em frente a um estabelecimento comercial, “Ela chegou no lugar e disse que havia sido vítima de agressão. Perguntou se poderia ficar ali, sentada me esperando, e o dono disse que sim. Ela estava muito machucada e suja, então, provavelmente pensaram que ela era uma moradora de rua. Quando olhei para o rosto, ela estava toda desfigurada”, continua.

Depois de ter sido encaminhada à delegacia, a vítima passou por exames médicos. Neles, foram constatados que o pulso, o braço, a costela e o nariz estavam quebrados devido às agressões cometidas pelo suspeito.

O irmão afirma que a intenção do ex-companheiro, depois das torturas, era matá-la. Ele dormiu por diversas vezes durante as sessões de tortura, e a vítima só conseguiu fugir após se soltar das amarras.

A perícia técnica feita no local apontou que o homem também amarrava a mulher com frequência. A cama onde a vítima ficava foi encontrada ensanguentada.

“Pediram para fazer uma perícia técnica no local e, lá, encontramos a cama com sangue, a corda que ele usou para amarrar ela. Tem muitos objetos que apreendemos lá, como estimulantes injetáveis de uso proibido”, informa o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, a vítima foi mutilada pelo companheiro com o uso de um aparelho de barbear descartável. Ela foi encontrada com lesões graves e permanentes, incluindo lacerações na região anal.

“Ele introduziu um objeto metálico parecido com um gancho no ânus dela. No Instituto Médico Legal (IML), houve a constatação de anemia e das lesões, inclusive uma laceração”, explica o delegado.

O período em que os crimes ocorreram ainda não foi determinado pela polícia.

O caso pode ser investigado como violência doméstica e como uma forma de estupro não convencional, por envolver ato libidinoso. “É um estupro não convencional, já que se não trata de conjunção carnal de fato. Como não existe legislação em cima disso, se configura como estupro. Ela sofreu violência doméstica e estava catatônica. Ela conseguiu se desvencilhar do suspeito e veio à delegacia com o irmão”, pontua.

O suspeito passou por audiência de custódia, quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Ele foi transferido para a Penitenciária II, em Sorocaba (SP).

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