O QUE SE SABE DO CASO DO HOMEM PRESO DE MALAS PRONTAS APÓS MATAR VIZINHA EM BRIGA POR ÁGUA

O caso do foragido da Justiça capturado mais de um mês após matar a vizinha durante uma briga por água em Guarujá, no litoral de São Paulo, gerou grande repercussão. Segundo a Polícia Civil, Francisco de Assis Lopes dos Santos foi detido durante uma tentativa de fuga para outro estado.

Sabrina da Silva, de 42 anos, morreu após ser baleada na cabeça no dia 27 de abril. De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou por causa do abastecimento de água entre imóveis vizinhos. Uma testemunha relatou que Francisco teria fechado a mangueira que levava água para a residência de Sabrina para priorizar outro imóvel.

A situação gerou uma discussão entre o suspeito e o marido da vítima. Sabrina chegou a deixar o local, mas retornou momentos depois para entregar a mangueira ao companheiro, que tentaria resolver o problema.

Segundo uma testemunha, relatou ter ouvido a vítima dizer: “Pelo amor de Deus, não faz isso”. Em seguida, foram ouvidos três disparos de arma de fogo. Quando a testemunha foi verificar o que havia acontecido, encontrou Sabrina caída no chão. À época, a Prefeitura de Guarujá informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros e encaminhou Sabrina ao Hospital Santo Amaro (HSA), mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu.

Após o crime, Francisco fugiu do local em uma motocicleta e passou a ser considerado foragido pela Justiça.

Segundo a Polícia Civil, ele permaneceu escondido durante semanas e adotou estratégias para dificultar sua localização. No momento da prisão, os investigadores constataram que o suspeito utilizava a identidade do próprio irmão para evitar ser identificado.

A captura ocorreu durante a madrugada de sábado (13), em uma casa em Peruíbe. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), policiais civis receberam informações de que Francisco estava prestes a deixar o estado. Com base na denúncia, os agentes localizaram o imóvel e cumpriram o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

Em depoimento à polícia, Francisco admitiu ter efetuado os disparos que atingiram Sabrina, ele afirmou que o alvo não era a vítima. O investigado alegou que pretendia atingir o marido dela, com quem discutia no momento da ocorrência.

G1

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