POLICIA SUSPEITA DE RITUAL EM CASO DE HOMEM ESQUARTEJADO

Marcas de sangue sob um altar encontradas em exame luminol reforçam uma das linhas de investigação da Polícia Civil de que o assassinato de Kaio Paulo Leite, em 23 de maio, esteja ligado a um ritual.

A vítima foi morta, esquartejada e teve partes do corpo abandonadas em diferentes pontos de Amparo, interior de São Paulo. Um livro com cunho ritualístico, facas e canivetes, além de outros objetos foram apreendidos na casa de Beatriz Jacinto, presa suspeita do crime

Segundo o delegado Sandro Montanari Ramos, um espaço não convencional de veneração foi encontrado no local. Beatriz é prima da vítima e “pivô” do crime. O namorado dela, Lucas Eduardo, também foi preso e alegou ter agido em legítima defesa em função de supostos episódios de assédio praticados pela vítima contra Beatriz ao longo de vários anos.

O delegado contou que, até o momento, a investigação confirmou que tanto Lucas Eduardo quanto Beatriz Jacinto participavam de rituais em cemitérios da cidade. O sacrifício de animais é apurado, mas não foi obtido provas.

A investigação apurou que, apesar de terem parentesco, Kaio e Beatriz mantiveram relação consensual no passado e mantinham bom contato após o rompimento. A mulher, então, engatou relacionamento amoroso com Lucas, o qual, segundo a polícia, atendia a todos pedidos feitos pela mulher.

A investigação apura se o casal planejou, de forma antecipada, ao crime ou se agiram de oportunidade. Apesar da reviravolta, a polícia não descarta outras linhas da investigação.

Metrópoles

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