QUEM É RENATO BOLSONARO, IRMÃO DO EX-PRESIDENTE QUE DESCOBRIU ONDE FICA PANORAMA SP, AGORA EM ÉPOCA DAS ELEIÇÕES

Conhecido no Vale do Ribeira por uma longa trajetória política marcada por derrotas eleitorais.

O irmão do ex-presidente já disputou ao menos nove eleições para cargos como vereador, prefeito e deputado federal. Foi eleito apenas uma vez, em 1996, quando se tornou vereador em Praia Grande. Nas demais tentativas, não conseguiu vitória, incluindo as duas disputas pela prefeitura de Miracatu, em 2012 e 2016, e, mais recentemente, a eleição municipal de 2024 em Registro, quando ficou em segundo lugar, com 29,82% dos votos, atrás do ex-prefeito Samuel Moreira (PSD).

Apesar do desempenho eleitoral considerado ruim, ele ganhou projeção política durante o governo do irmão, quando ocupou cargos estratégicos em administrações municipais do Vale do Ribeira. Foi chefe de gabinete do prefeito de Miracatu em diferentes períodos e atuou como articulador político na região, conseguindo viabilizar repasses federais para obras, compra de máquinas e equipamentos.

O irmão do ex-presidente também já esteve envolvido em controvérsias judiciais. Em 2016, foi acusado de ser funcionário fantasma quando atuava como secretário parlamentar no gabinete do deputado estadual André do Prado (PL), hoje presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.

O caso acabou arquivado após o Ministério Público aceitar explicações e documentos apresentados pela defesa. Mais recentemente, Renato Bolsonaro foi condenado pela Justiça Eleitoral por propaganda eleitoral negativa na campanha de 2024 e recebeu multa de R$ 5 mil, ainda não quitada.

Em 2024, ao registrar candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral, Renato Bolsonaro declarou patrimônio de cerca de R$ 3,2 milhões, composto principalmente por veículos, caminhões, um trator, imóveis comerciais e um terreno avaliado em mais de R$ 2 milhões em Miracatu, além de depósitos bancários.

Filiado ao PL, partido comandado por Valdemar Costa Neto, Renato é hoje a principal aposta da legenda para manter o sobrenome Bolsonaro nas disputas eleitorais em São Paulo em 2026, diante da ausência de Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos. Em eventos políticos e manifestações, costuma chamar atenção pela semelhança física com o irmão ex-presidente e pelo discurso alinhado às pautas do bolsonarismo.

O Globo

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